A Paramount Pictures tem motivos de sobra para celebrar a chegada de Street Fighter aos cinemas, apesar de a crítica especializada torcer o nariz para o novo filme live-action da franquia da Capcom.
Orçado em aproximadamente US$ 82 milhões, Street Fighter alcançou US$ 51,1 milhões nas bilheterias mundiais, segundo informações do site Deadline. O resultado é considerado expressivo, e expectativa é que esse número aumente ainda mais.
Além de contar com um elenco de peso, o filme é recheado de referências aos jogos e a elementos do cotidiano. Pensando nisso, o BLOG decidiu listar os principais detalhes e curiosidades presentes neste filmaço.
HOMENAGEM AS ANIMAÇÕES
As cenas iniciais do filme e alguns trechos da história são retratadas por meio de uma animação em 2D. Esse tipo de recurso remete as animações da franquia, em especial Street Fighter II: O Filme, de 1994.
O trabalho apresentado no filme foi feito pelo Titmouse Studio, responsável por produzir as séries animadas de Golden Axe (Paramount +), Dang! (Netflix) e The Legend of Vox Machina (Prime Video).
REFERÊNCIA AOS JOGOS
Ainda na parte das cenas de flashback, os espectadores são levados para 1987, ano de realização do primeiro torneio World Warrior. A construção dessa parte da história remete ao primeiro jogo da franquia, que curiosamente não causou tanto impacto na comunidade de jogos de luta quanto Street Fighter II.
Aqui vemos como Sagat acabou sendo derrotado por Ryu e quanto o Satsui no Hado passou a representar um risco para o protagonista. A luta, inclusive, ocorre sob a presença de uma estátua gigante de Buda, remetendo ao cenário do rei do Muay Thai em Street Fighter II.
Já as referências aos jogos da franquia Street Fighter e de outras séries da Capcom estão por toda parte no filme, com diversas citações e elementos que agradam aos fãs da desenvolvedora. O visual de Ken no longa, por exemplo, mescla suas aparições em Street Fighter II e Street Fighter V.
Em outro momento da história, a imprensa questiona sobre o sumiço de Ryu, e em uma das capas das revistas da época há a afirmação de que Mike Haggar enfrenta escândalos para se reeleger prefeito de Metro City. Esse easter egg é uma clara referência a Final Fight, franquia que também faz parte do mesmo universo de Street Fighter.
As fases bônus de Street Fighter II também aparecem no filme. Em uma festinha, Ken é mostrado destruindo um carro com as próprias mãos, remetendo ao clássico desafio de destruir um veículo antes do encerramento do cronômetro.
Na cena em que Bison absorve os poderes de outras pessoas, uma pilha de tijolos quebrados na sala, remetendo a outra fase bônus do jogo, onde o objetivo é quebrar uma parede de tijolos no menor tempo.
Na sequência que mostra várias pessoas brigando em frente ao edifício de Bison, temos dois easter eggs, com um deles acompanhado de uma curiosidade. A cena em si remete à introdução de Street Fighter II, enquanto as duas figuras centrais que aparecem lutando são ninguém menos que Danny e Michael Philippou, que originalmente seriam os diretores do filme.
Mais a frente, quando a câmera chega ao topo do prédio, vemos que ele se chama Bison's Golden Bullion Hotel. Essa é uma referência direta ao cenário Golden Nugget, de Balrog em Street Fighter II.
REFERÊNCIAS REAIS
Street Fighter também se destaca pelo uso de referências do mundo real. Após a apresentação da introdução da história, a trama acelera para 1993, com várias referências da época sendo difundidas com a mitologia da franquia.
Nela, temos um pequeno trecho de "Os Grandes Lutadores da História", uma espécie de quadro jornalístico do canal esportivo ESPN sobre Ryu e Ken Masters. Assim como no original, o japonês é retratado como uma criança órfã que ganhou projeção por meio das artes marciais, enquanto o norte-americano é o garoto rico que passa a ganhar disciplina ao entrar para o dojo do mestre Gouken.
A escolha de Cleveland, cidade situada no estado americano de Ohio onde Ryu se refugia após a morte de Gouken, também tem a ver com uma situação real envolvendo Kitao Sakurai. O diretor estudou na University School, instituição de ensino cuja placa é vandalizada por Ken.
Também temos a aparição da MTV na história, com o canal acompanhando a vida extravagante de Ken Masters, agenciado por Dan Hibiki. A abordagem desse último é completamente diferente daquela apresentada nos jogos, nos quais ele é retratado como um lutador atrapalhado que tenta atrair alunos para seu modesto dojo.
Em outros dois momento, o lutador faz publicidade de dois produtos, sendo eles o Jolt Cola, um refrigerante com alto teor de cafeína; e a Duracell, marca global líder na fabricação de pilhas alcalinas, baterias especiais e carregadores recarregáveis.
REFERÊNCIA AO PRIMEIRO FILME
Assim como ocorreu em 1994, a adaptação de 2026 optou por não se levar tão a sério no quesito narrativo, apostando em um enredo mais leve, que mescla humor e ação, diferentemente de Mortal Kombat, sua concorrente direta nas telonas. A influência do primeiro filme da franquia é perceptível em diversos momentos da trama, reforçando a proposta de abraçar o tom descontraído e exagerado que marcou a produção original.
As referências a Bison, por exemplo, surgem de forma constante, seja pela atuação exagerada do ator David Dastmalchian, que lembra bastante a do saudoso Raúl Juliá, ou por símbolos que surgem no ambiente do vilão, como um simples quadro na parede.
Ainda falando em Raúl Juliá, a celebre frase da "Terça-Feira", também é utilizada em 2026. O contexto continua o mesmo, com Chun-Li odiando Bison por conta do que o vilão fez contra seu pai.
Outra referência a Street Fighter: A Última Batalha ocorre num diálogo entre Ryu e Blanka. Após reforçar que seu nome real Jimmy e que entrou no torneio em busca de informações sobre sua mãe, o lutador se despede chamando o japonês com uma pronúncia errada, semelhante a "Rai-iu".
DESPREZO POR ALGUNS PERSONAGENS
Apesar de ter criado personagens carismáticos e memoráveis, nem sempre a Capcom acertou na composição de alguns lutadores na franquia. Aqui temos, pelo menos, dois exemplos disso.
Nas cenas em que é mostrado a vida de Ken logo após a morte de Gouken e o afastamento de Ryu, vemos o ricaço enfrentando um lutador mascarado cujo visual remete a El Fuerte. O personagem foi considerado um dos mais odiados que surgiu em Street Fighter IV.
Outro personagem que também não escapou da "ira" dos produtores foi Joe, interpretado pelo lutador de MMA Alexander Volkanovski. Presente desde o primeiro jogo da franquia, o personagem tem pouco tempo de tela e acaba sendo simplesmente pulverizado por um único golpe de Akuma (Roman Reigns).
MÚSICAS
Seleção musical de Street Fighter remente aos anos 90. What's Up, da banda 4 Non Blondes, por exemplo, aparece várias vezes dentro da trama.
Outras referência da época incluem Good Vibration, de Marky Mark and the Funky Bunch; e Come Out and Play, The Offspring, além de It's Raining Men, do The Weather Girls, que encerra o filme.
Street Fighter é um filme live-action produzido pela Legendary Entertainment em parceria com a Capcom.




































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