Lançado nas salas de cinema de todo o mundo no início deste mês, Mortal Kombat II finalmente alcançou êxito em apresentar aos fãs da franquia uma adaptação que realmente faça jus ao legado de uma das séries mais importantes da indústria de jogos eletrônicos.
Diferentemente do filme de 2021, a sequência levou ao pé da letra a necessidade de respeitar o que se pedia em um longa baseado em Mortal Kombat, com uma infinidade de elementos dos jogos, boas atuações e lutas de tirar o fôlego.
Assim como nos games, a história de Mortal Kombat II se centra na preocupação dos heróis liderados por Raiden (Tadanobu Asano) em garantir que o Plano Terreno não seja conquistado pela Exoterra, do tirano imperador Shao Kahn (Martyn Ford). Afinal de contas, o reino dos seres terrenos já acumula nove derrotas consecutivas.
Com a perda de Kung Lao (Max Huang), o time dos mocinhos precisariam buscar um novo escolhido para equilibrar a disputa. E é aqui que entra Johnny Cage (Karl Urban), um ator de filmes de ação que enfrenta uma crise de credibilidade dentro do circuito de astros hollywoodianos.
Nesse ponto, o roteiro do competente Jeremy Slater soube apresentar uma nova ótica sobre o personagem sem descaracterizar sua origem, uma vez que Cage é apresentado como um ator já mais velho cujo interesse da indústria diminuiu drasticamente.
Aliás, todos os personagens são bem apresentados, principalmente aqueles que tiveram pouco espaço no filme anterior, como é o caso da Sonya Blade (Jessica McNamee), que é destacada neste filme como parte essencial para a união da equipe do Plano Terreno. O mesmo vale para Baraka (CJ Bloomfield), que mesmo apresentado de forma rápida, garante leveza ao longa.
Outro ponto relevante a ser destacado no roteiro é que até o mais odiado dos personagens foi tratado de forma decente em Mortal Kombat II. Esse é o caso de Cole Young (Lewis Tan), o tão odiado protagonista do filme de 2021. Apesar da difícil missão de dar fim a uma ideia claramente rejeitada pela comunidade, Slater foi decente em lhe dar um tempo de tela que compensasse a dedicação de seu intérprete.
Apesar de Johnny Cage ser apresentado como o protagonista do filme, mostrando a superação de sua descrença, coube a Kitana (Adeline Rudolph) o dever de por fim as intenções de Shao Kahn. O filme é praticamente sobre ela, desde a cenas iniciais que mostram ela presenciando a morte de seu pai, o Rei Jerrod (Desmond Chiam), passando pela articulação com Raiden, ao momento em que finaliza o imperador exoterrano com seus afiados leques.
Em resumo, Mortal Kombat II é deliciosamente competente, pois entregou justamente o que os fãs queriam e que acabou ficando de ausente no primeiro filme: Fidelidade. E agora, com o filme atingindo o valor de investimento feito pela Warner Bros. Pictures, um Mortal Kombat 3 já é praticamente certo de acontecer.
Se a empresa manter o nível, certamente teremos mais filme e derivados da franquia, fortalecendo assim a formação do Universo Cinematográfico de Mortal Kombat.
Minervaldo Lopes
Idealizador do Blog







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