A DISPUTA CONTINUA | WARNER BROS. DISCOVERY ANALISA NOVA OFERTA DA PARAMOUNT SKYDANCE



A Warner Bros. Discovery informou nesta terça-feira, 24, que analisará a nova proposta da Paramount Skydance, acrescentando mais um capítulo à disputa pelo catálogo de propriedades da empresa chefiada por David Zaslav. O valor oferecido é superior à oferta anterior, de US$ 30 por ação em dinheiro, ou US$ 108,4 bilhões incluindo dívidas, segundo apuração da Reuters.



"A proposta revisada inclui um aumento no preço de compra para US$ 31,00 por ação da WBD em dinheiro, mais uma taxa diária de negociação equivalente a US$ 0,25 por trimestre, a partir de 30 de setembro.", destacou o veículo.


A nova oferta surge após uma semana intensa de negociações entre as empresas para tratar das preocupações que levaram a controladora da HBO Max a rejeitar propostas anteriores da Paramount em favor da Netflix, com quem havia fechado um acordo de US$ 27,75 por ação, ou US$ 82,7 bilhões, envolvendo seus ativos de estúdio e streaming.

Apesar de ter confirmado que está analisando a nova proposta da Paramount, a Warner Bros. Discovery pontuou, em nota à imprensa, que a fusão com a Netflix ainda é avaliada pelo conselho como a melhor decisão para a empresa.



"Após o contato com a PSKY durante o período de isenção de sete dias, recebemos uma proposta revisada para a aquisição da WBD, a qual estamos analisando em consulta com nossos assessores financeiros e jurídicos. Informaremos nossos acionistas após a análise do Conselho. O acordo de fusão com a Netflix permanece em vigor, e o Conselho continua recomendando a aprovação da transação com o streaming. Os acionistas da WBD são aconselhados a não tomar nenhuma medida neste momento em relação à oferta pública de aquisição da PSKY", destacou.


HISTÓRIA SEM FIM

Em dezembro do ano passado, a Netflix anunciou a aquisição da Warner Bros. Discovery por US$ 72 bilhões, em uma operação teve como objetivo garantir alguns dos ativos mais valiosos e históricos de Hollywood pertencentes a empresa, o que pode ampliar o catálogo da gigante do streaming.

Atualmente, a Warner Bros. detém os direitos intelectuais de franquias importantes, como Harry PotterGame of ThronesThe Big Bang TheoryO Mágico de OzThe SopranosMortal Kombat e o Universo DC. O acordo não incluiu os ativos da Discovery Global, entidade que abriga os canais que fazem parte da TV linear da WBD, como CNNTBS e HGTV, além do Discovery+



Em reação ao anúncio, a Paramount Skydance decidiu revidar e ofereceu US$ 18 bilhões adicionais ao valor apresentado pela Netflix, elevando a proposta para US$ 108,4 bilhões. À época, o presidente-executivo da empresa, David Ellison, argumentou que a união dos dois conglomerados seria do melhor interesse da comunidade criativa, dos cinemas e dos consumidores, que se beneficiariam do aumento da concorrência. Ainda assim, a WBD rejeitou a oferta.

Uma proposta hostil foi apresentada dia 11 deste mês, com a Paramount oferecendo US$ 30 por ação em sua totalidade, além da promessa adicional de pagar aos acionistas da Warner Bros. Discovery US$ 0,25 por ação. Como consequência, a WDB teria sinalizado interesse em analisar a nova investida de Elisson.




Segundo a Bloomberg, PSKY se comprometeu a arcar com uma taxa de US$ 2,8 bilhões devida à Netflix caso a WBD rescinda o contrato, além de compensar os acionistas no caso da negociação não ser concluída até 31 de dezembro.

Vale lembrar que antes de apresentar a nova proposta, a emprasa de Elisson anunciou que sua oferta de US$ 108 bilhões para aquisição da Warner Bros. havia superado o obstáculo antitruste nos Estados Unidos, em um sinal de apoio do governo Trump.



"O término do período de espera do HSR [“O término do período de espera do HSR [Lei Hart-Scott-Rodino] significa que não há impedimento legal nos EUA para a conclusão da aquisição proposta da WBD pela Paramount", frisou o comunicado da empresa.

 

Caso a última proposta da Paramount seja recusada, a fusão entre Netflix e WBD seguirá em curso, com as empresas pretendendo concluir todo o processo em até 18 meses.

COM INFORMAÇÕES DE FINANCIAL TIME, INFOMONEY, O VÍCIO, REUTERS E UOL.


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