WARNER BROS. REJEITA NOVA OFERTA REVISADA DA PARAMOUNT E DÁ SETE DIAS PARA CONTRAPROPOSTA



A novela em torno da venda da Warner Bros. Discovery ganhou um novo capítulo nesta terça-feira, 17. Acionistas da empresa rejeitaram a oferta revisada de US$ 30 por ação feita pela Paramount Skydance, mas deram prazo de sete dias para que David Elisson apresente uma contraproposta mais vantajosa, segundo informações da Reuters.



"A Warner Bros. afirmou que a Paramount sugeriu informalmente um preço por ação ainda maior, de US$ 31, aparentemente convencendo o conselho a negociar. Mas a resposta da Warner Bros. à Paramount indica que a empresa prefere o acordo com a Netflix, e as chances de uma mudança são remotas.", destacou o veículo.


Com o aceno, a Paramount terá até o dia 23 deste mês para apresentar sua "melhor e última oferta", acima dos US$ 108,4 bilhões negociados até o momento, que a Netflix tem permissão para igualar sob os termos do acordo de fusão.



"Nosso Conselho não determinou que sua proposta tenha probabilidade razoável de resultar em uma transação superior à fusão com a Netflix. Continuamos a recomendar e permanecemos totalmente comprometidos com a nossa transação com a Netflix", anunciaram o presidente do Conselho da Warner Bros., Samuel DiPiazza Jr., e o CEO da companhia, David Zaslav, em uma carta enviada ao Conselho da Paramount.


ROUND ONE

Em dezembro do ano passado, a Netflix anunciou a aquisição da Warner Bros. Discovery por US$ 72 bilhões (cerca de R$ 382 bilhões). A operação teve como objetivo garantir alguns dos ativos mais valiosos e históricos de Hollywood pertencentes ao conglomerado de mídia chefiado por David Zaslav, o que pode ampliar o catálogo da gigante do streaming.

Atualmente, a Warner Bros. detém os direitos intelectuais de franquias importantes, como Harry PotterGame of ThronesThe Big Bang TheoryO Mágico de OzThe SopranosMortal Kombat e o Universo DC.



Em reação ao anúncio, a Paramount Skydance decidiu revidar e ofereceu US$ 18 bilhões adicionais (cerca de R$ 97,2 bilhões) ao valor apresentado pela Netflix, elevando a proposta para US$ 108,4 bilhões. À época, o presidente-executivo da empresa, David Ellison, argumentou que a união dos dois conglomerados seria do melhor interesse da comunidade criativa, dos cinemas e dos consumidores, que se beneficiariam do aumento da concorrência. Ainda assim, a WBD rejeitou a oferta.

O acordo não inclui os ativos da Discovery Global, entidade que abriga os canais que fazem parte da TV linear da WBD, como CNNTBS e HGTV, além do Discovery+


ROUND TWO

Conforme o BLOG informou na quarta-feira passada, dia 11, a Paramount apresentou uma proposta hostil de US$ 30 por ação pela Warner Bros. Discovery em sua totalidade, o que inclui a promessa adicional de pagar aos acionistas da Warner Bros. Discovery US$ 0,25 por ação. Como consequência, a WDB teria sinalizado interesse em analisar a nova investida da empresa de David Elisson.



"A empresa se comprometeu a arcar com uma taxa de US$ 2,8 bilhões devida à Netflix caso a Warner Bros. rescinda o contrato e se ofereceu para garantir o refinanciamento da dívida da Warner Bros. A Paramount também afirmou que compensará os acionistas da Warner Bros. se o negócio não for concluído até 31 de dezembro, demonstrando confiança na rápida aprovação dos órgãos reguladores", frisou a Bloomberg.


A Warner Bros. ainda tem algumas preocupações com a oferta da Paramount, muitas das quais já foram mencionadas em comunicados anteriores, mas esta é a primeira vez que o conselho considera que a oferta da Paramount pode levar a um acordo melhor ou levar a Netflix a aumentar sua proposta. A empresa também sofreu pressão dos acionistas para, pelo menos, dialogar com a Paramount.

Caso a última proposta da Paramount seja recusada, a fusão entre Netflix e WBD seguirá em curso, com as empresas pretendendo concluir todo o processo em até 18 meses.

COM INFORMAÇÕES O VÍCIO, REUTERS E TECMUNDO.


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