STREET FIGHTER | SEM RENOVAÇÃO, FRANQUIA PODERIA DESAPARECER EM 10 ANOS, AFIRMA PRODUTOR



Não é novidade para ninguém que desde o fim de Street Fighter V, o atual time de desenvolvimento da franquia tem atuado fortemente para fortalecê-la não apenas no segmento de jogos eletrônicos, mas também como uma marca capaz de expandir sua presença para diferentes mídias.

Essa preocupação tem sido destacada pelo produtor Shuhei Matsumoto, que, em uma entrevista recente ao site IGN, revelou que Street Fighter corria um sério risco de desaparecer na próxima década caso não passasse por um processo de renovação. 



"Quando conversávamos durante o desenvolvimento de Street Fighter V, percebemos que, se não fizéssemos algo em relação a Street Fighter, a franquia provavelmente morreria em 10 anos. Era crucial. Então, tínhamos que criar um jogo que permitisse às pessoas conhecerem a franquia novamente e jogá-la de novo", afirmou.


De acordo com Matsumoto, durante o desenvolvimento de Street Fighter 6, a equipe constatou que a base de jogadores do título anterior era composta, em grande parte, por pessoas com idades entre 35 e 45 anos. A partir dessa observação, a empresa analisou que, dentro de uma década, esse público estaria ainda mais velho, tornando difícil sustentar a franquia com apenas essa parcela do público.



"As pessoas conheciam a cena, mas não estavam de fato jogando, o que nos fez pensar: 'Isso é ruim'. No fim das contas, somos uma empresa de jogos, mas as pessoas não estavam jogando nosso jogo. Não é isso o mais fatal? Então esse era o maior perigo. Não sabíamos se essas pessoas continuariam com o mesmo nível de paixão e, naturalmente, as coisas têm um ciclo de vida, certo? Foi aí que discutimos como, se deixássemos como estava, a propriedade intelectual provavelmente morreria em 10 anos", reforçou.


O produtor ainda ressaltou que, embora Street Fighter seja uma franquia amplamente conhecida, a Capcom não deve se acomodar diante dessa popularidade, mantendo-se atenta aos desafios necessários para garantir sua longevidade.




"Decidimos agir como se a geração atual não nos conhecesse. Precisamos explicar as coisas direito para quem está começando a jogar agora, como quem são esses personagens e como jogar. Então não presumimos que essa familiaridade seja algo garantido", pontuou.


Além do processo de renovação, outro aspecto trabalhado pela Capcom foi a expansão da franquia para outras mídias. Um exemplo que simboliza essa mudança de postura é a participação de Takayuki Nakayama, diretor de Street Fighter 6, no desenvolvimento do roteiro do filme live-action da série.




Lançado nos cinemas em 16 de outubro, o longa se passa entre os acontecimentos do primeiro jogo e os preparativos para o segundo torneio World Warrior. Nesse contexto, Ryu (Andrew Koji) tenta lidar com as consequências de seus atos durante o ataque que resultou na morte de seu mestre, Gouken (Ma Dong-seok). A tragédia também afetou a vida de Ken Masters (Noah Centineo), que passou a levar uma rotina completamente desregrada. 



"Para ser honesto, o primeiro roteiro que recebi era bem bruto — provavelmente exatamente como as pessoas imaginam que seria. Então, passamos cerca de dois anos transformando-o no que é agora", revelou Nakayama em junho deste ano ao site Dexerto. 


E você? Acha que a renovação foi benéfica para Street Fighter? Deixe a sua opinião nos comentário.  

COM INFORMAÇÕES DE EVENTHUBS E IGN.


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