OPINIÃO | NOVO LIVE-ACTION DE STREET FIGHTER ESTÁ LONGE DE SER O MELHOR DO GÊNERO, MAS ACERTA AO ABRAÇAR A GALHOFA E A NOSTALGIA




Quando o primeiro teaser foi divulgado durante o The Game Awards 2025, confesso que minha reação inicial não foi das melhores. A franquia da Capcom carrega um histórico de adaptações malsucedidas para o cinema e, logo de cara, pensei que estaríamos diante de mais uma bomba prestes a explodir na cara dos fãs. 2026 chegou e os mesmos problemas se repetiram, mas em menor intensidade.




A impressão geral transmitida pela produção é a intenção de resgatar a atmosfera do primeiro filme live-action da franquia, apostando em visuais extravagantes que evidenciam a estética noventista. Até aqui, nada demais, não fossem as falhas na execução dessa proposta.




Outra questão a ser pontuada é a função de cada lutador na história do longa. Personagens como Chun-Li (Callina Liang), Akuma (Roman Reigns) e até mesmo Dan Hibiki (Andrew Koji) cumprem suas funções na narrativa com precisão, enquanto outros são são inseridos apenas como meros easter eggs, a exemplo de Zangief (Olivier Richters) e Joe (Alexander Volkanovski). 




Há ainda aqueles que acabam completamente descaracterizados, transformados em versões de qualidade duvidosa de vilãs desmioladas, como acontece com Cammy (Mel Jarnson), e os que tentam replicar o mesmo tom de adaptações passados, como foi o caso de M. Bison (David Dastmalchian).




Apesar desses problemas, não dá para dizer que o diretor Kitao Sakurai e o elenco não se esforçaram, já que o trabalho demonstra um profundo respeito pela história da franquia. Logo nos primeiros minutos, somos envolvidos por um flashback que retrata a relação entre Ryu (Andrew Koji) e Ken Masters (Noah Centineo). A sequência é apresentada em animação 2D, um recurso que resgata todo o charme das animações clássicas que costumávamos acompanhar na televisão.




As cenas de ação, na sua grande maioria, são bem trabalhadas, transmitindo fielmente o que vemos nos games da franquia. A dedicação dos atores é um ponto a ser considerado na hora de assisti-lo. 

 


Em resumo: Street Fighter de 2026 não chega a ser decepcionante. É um filme não é ruim, carregado de referências aos jogos, abraça a galhofa sem medo de ser feliz, mas que está longe de ser a melhor adaptação do gênero para os cinemas. 


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