Saudações galera!
Acredito que notaram uma queda de regularidade nas postagem do BLOG. Infelizmente dois pontos acabaram contribuindo para isso.
Devido ao fato de trabalhar atualmente com comunicação governamental, o ano eleitoral de 2026 tem me exigido maior atenção às mudanças no meu ambiente de trabalho, algo que deve se normalizar apenas depois de outubro. Tenho tentado me dividir, mas tem momentos que preciso deixar o acompanhamento sobre a FGC (Fighting Game Community) um pouco de lado.
Outro ponto é acabei pegando uma baita de uma gripe na semana passada, fazendo com que o acompanhamento periódico nos lançamentos recentes, entre eles o lançamento de Alex em Street Fighter 6, ficasse comprometido. Afinal de contas, um blog não se atualiza sozinho.
Passado esse período de repouso forçado, eis que estou de volta para dar os meus dois centavos sobre a polêmica em torno do nosso "Homem Sem Aliados". Esse foi um assunto que movimentou a internet por duas semanas intensas, com muitos questionamentos e pouca luz sobre o assunto.
Quando foi introduzido na série, em Street Fighter III: New Generation, a Capcom revelou que Alex havia sido acolhido ainda criança por Tom após a repentina morte de seus pais. Ex-soldado, ele possuía uma academia de artes marciais, o que o levou a se tornar mentor do jovem.
Nessa mesma história, somos apresentados à filha de Tom, Patricia, cuja relação com Alex se assemelhava à de irmãos. Os acontecimentos de Street Fighter III se passam antes de Street Fighter 6, período em que provavelmente ocorreu a queda da seita conhecida como Illuminati. Alex se envolve nesses eventos após Tom ser gravemente ferido por Gill.
Após esses acontecimentos, há um grande salto temporal. Nesse intervalo, Alex e Patricia acabam se casando, uma informação confirmada tanto no modo World Tour quanto no modo Arcade do personagem, com o casal, inclusive, esperando uma filha. A situação gerou reações negativas por parte de fãs ocidentais nas redes sociais.
Quando me deparei com a enxurrada de críticas à desenvolvedora no X, minha primeira reação foi de dúvida. No entanto, após analisar melhor as informações e conversar com pessoas que conhecem a lore de Street Fighter, como minha amiga Bia "Chun-Li" Magalhães, tive a impressão de que muitos estão aderindo a uma narrativa sem avaliar o que realmente importa nessa discussão.
Dito isso, é importante lembrar alguns pontos nessa celeuma:
1 - Tom é primo da mãe de Alex, o que torna Alex e Patricia primos de segundo grau. Parte das críticas aponta o casamento entre parentes como problema. Contudo, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, uniões entre primos de segundo grau são legais, não havendo irregularidade nesse aspecto.
2 - Conforme destacado pelo site Automaton Media, Patricia tinha 14 anos quando apareceu pela primeira vez em Street Fighter III. Alguns críticos questionam a diferença de idade entre ela e Alex, tanto naquele período quanto atualmente. Entretanto, a idade de Alex raramente foi revelada oficialmente, e, em Street Fighter 6, as idades de ambos permanecem indefinidas. Assim, não é possível afirmar, com base nisso, que o relacionamento seja ilegal ou eticamente problemático.
3 - Entre usuários japoneses, o casamento entre Alex e Patricia, que cresceram juntos como amigos de infância, foi recebido de forma positiva. Já no Ocidente, a expressão "pai adotivo" pode levar à interpretação de que Alex teria sido formalmente adotado por Tom e, posteriormente, se casado com sua "irmã", o que gera estranhamento.
No entanto, conforme apontado no artigo de Shion Kaneko, o termo japonês "Sodate no Oya" pode, em alguns contextos, significar "pai/mãe adotivo" em oposição ao biológico, mas também carrega a nuance de alguém que cria uma criança até a vida adulta sem vínculo legal direto. Nesses casos, até mesmo o filho biológico pode ser visto como alguém sem laços formais com a criança acolhida.
Como enfatizado pelos produtores de Street Fighter 6, a ideia de que Alex se casa com a filha biológica de seu “pai adotivo” não é, ao menos do ponto de vista legal, problemática, nem pode ser considerada necessariamente prejudicial.
Em resumo, apesar da estranheza inicial, as críticas em torno dos rumos do personagem ao longo da franquia parecem esbarrar principalmente em diferenças linguísticas e culturais, sendo, em muitos casos, exacerbadas e carentes de uma análise mais aprofundada.
Minervaldo Lopes
Idealizado do BLOG DO REAL MINER







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