Durante a New York Comic Con do ano passado, o roteirista Jeremy Slater afirmou, durante um painel, que a New Line Cinema e a Warner Bros. já haviam aprovado o próximo filme da franquia Mortal Kombat. No entanto, os planos para o início da produção parecem não ser tão certos diante do desempenho comercial de Mortal Kombat II.
Embora os US$ 129 milhões arrecadados durante o período de exibição tenham superado o orçamento estimado de US$ 80 milhões, o silêncio em torno dos planos para expandir o universo cinematográfico da franquia indica que a estratégia pode estar sendo reavaliada pelos executivos da companhia, atualmente sob o controle da Paramount.
"Não sei se estou pronto para revelar isso [risos]. Pensando bem, é um campo minado. É quase como se Mortal Kombat 2 ainda não tivesse completado seu ciclo de vida. Então, acho que é melhor deixar o jogo completar seu ciclo de vida e depois, hum, me perguntar daqui a alguns meses. [risos]", declarou o diretor do filme, Simon McQuoid.
De certa forma, a declaração do diretor ao site Polygon ajuda a compreender algumas das nuances do roteiro, especialmente em relação a dois pontos: o destino de Liu Kang e a ausência de uma cena pós-créditos.
No caso do monge shaolin, o doloroso confronto contra seu melhor amigo, Kung Lao, pode explicar a decisão de se sacrificar na batalha final contra o imperador Shao Kahn. A incerteza sobre seu destino também abre espaço para um terceiro filme focado na ameaça do Submundo, um elemento já bastante conhecido pelos fãs da franquia.
"Não quero ficar insistindo na cena do Portal Azul, mas ela foi muito importante, porque era sobre a relação deles. Isso nos levou a um ponto em que Liu Kang precisava ter uma, digamos, 'saída', porque combinava com a nobreza, a espiritualidade, a dignidade e o poder positivo de Liu Kang. Ludi fez um trabalho incrível ao capturar isso perfeitamente. [...] A forma como ele ia morrer — ou sair de cena — sabe, ele é um personagem muito, muito importante. Então sabíamos que tínhamos que fazer algo mais único e especial. Queríamos uma certa dose de novidade no que acontecia [com os personagens] a cada vez, para que você sempre pensasse: ' OK, não sabemos o que vai acontecer a seguir' . O objetivo era preparar o terreno para o próximo capítulo do relacionamento deles e fazer com que o público sentisse: ' Ah, isso parece único e interessante' , em vez de: ' Bem, os dois morreram e não sabemos o que vai acontecer' .", declarou.
O mesmo ocorre nas cenas finais, em que os heróis remanescentes partem para o Submundo em uma missão para ressuscitar seus companheiros. Com isso, o filme dispensa uma cena pós-créditos e encerra a trama deixando uma continuação em aberto.
"Na verdade, o objetivo era garantir que algumas portas permanecessem abertas, em vez de fechadas. É mais ou menos o que fizemos no primeiro [filme], tipo, não ficar confiante demais. [risos] O público te diz se deve haver uma continuação. Não se ache o máximo e faça o que é certo para os personagens. Esse sempre foi o objetivo: fazer o que for melhor para a essência dos personagens.", pontuou.
Vale lembrar que Mortal Kombat II está disponível para aluguel em plataformas de streaming, exceto no HBO Max, que ainda não tem uma previsão definida. A versão do filme em 4K UHD, Blu-ray e DVD será lançada no dia 28 de julho.
COM INFORMAÇÕES DE EVENTHUBS E POLYGON.




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